Bemdito homem que foi na verdade Rei! O Mestre que quere que eu seja Mestre!
Eu acho que todos os livros deviam chamar-se assim: «O lial conselheiro»! Não achas, Mãe?
O Mestre escreveu o que sabia—por isso ele foi Mestre. As palavras tornaram presentes como o Mestre fazia atenção. Estas palavras ficaram escritas por causa dos outros tambem. Os outros aprendiam a ler para chegarem a Mestres—era com esta intenção que se aprendia a ler antigamente.
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Sonhei com um paíz onde todos chegavam a Mestres. Começava cada qual por fazer a caneta e o aparo com que se punha á escuta do universo; em seguida, fabricava desde a materia prima o papel onde ia assentando as confidencias que recebia directamente do universo; depois, descia até ao fundo dos rochedos por causa da tinta negra dos chócos; gravava letra por letra o tipo com que compunha as suas palavras; e arrancava da arvore a prensa onde apertava com segurança as descobertas para irem ter com os outros. Era assim que neste país todos chegavam a Mestres. Era assim que os Mestres iam escrevendo as frases que hão-de salvar a humanidade.
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Quando eu nasci, as frases que hão-de salvar a humanidade já estavam todas escritas, só faltava uma coisa—salvar a humanidade.
—O pequeno é como o grande.
—O que está em cima é analogo ao que está em baixo.
—O interior é como o exterior das coisas.
—Tudo está em tudo.