Havia outra oleografia quando já tinham chegado à sombra da palmeira. O cavallo estava como morto por terra. O arabe, êsse, ainda nunca tinha estado cançado—tinha a menina loira nos braços, como a esmeralda estava no anel.
Eram trez as oleografias. Na terceira oleografia estava sósinha a menina loira a dar de mamar a um menino verdadeiro.
+ÁCERCA DAS TRES OLEOGRAFIAS+
Estas trez oleografias explicam muito bem como se pode ser senhora e como se deve ser homem. As senhoras como a menina loira. Os homens como o arabe.
Um homem—saber raptar; uma senhora—merecer ser raptada.
Exemplo de homem que soube raptar: o arabe. Exemplo de senhora que mereceu ser raptada: a menina loira da oleografia.
Ser o arabe para desencantar a menina loira; ser a menina loira para que haja o arabe.
+ATENÇÃO+
Mas não fallêmos sem alicerces. Nós não estamos algúres.
Nós estamos aqui dentro d'esta sala, onde eu estou a dizer a conferencia—o chão, o tecto, e quatro paredes. Vocês e eu.