O chefe tabajara rugiu de alegria; sua mão possante brandio o tacape. Mas os dois campeões mal tiveram tempo de medir-se com os olhos; quando fendiam o primeiro golpe, já Cauby e Iracema estavam entre elles.

A filha de Araken debalde rogava ao christão, debalde o cingia em seus braços buscando arrancal-o ao combate. De seu lado Cauby em vão provocava Irapuam para attrahir a si a raiva do chefe.

A um gesto de Irapuam, os guerreiros afastaram os dois irmãos; o combate proseguiu.

De repente o rouco som da inubia reboou pela matta; os filhos da serra estremeceram reconhecendo o estridulo do buzio guerreiro dos Pytiguaras, senhores das praias, encombradas de coqueiros. O ecco vinha da grande taba, que o inimigo talvez assaltava já.

Os guerreiros precipitaram-se, levando por deante o chefe. Com o extrangeiro só ficou a filha de Araken.

[XI]

Os guerreiros tabajaras, acorridos á taba, esperavam o inimigo deante da caiçara.

Não vindo elles sahiram a buscal-o.

Bateram as matas em tôrno e percorreram os campos; nem vestigios encontraram da passagem dos Pytiguaras; mas o conhecido fremito do buzio das praias tinha resoado ao ouvido dos guerreiros da montanha; não havia duvidar.

Suspeitou Irapuam que fosse um ardil da filha de Araken para salvar o extrangeiro; e caminhou direito á cabana do Pagé. Como trota o guará pela orla da mata, quando vae seguindo o rastro da presa escápula, assim estugava o passo o sanhudo guerreiro.