—Faze o que quizeres! Pery não sahira d'aqui.

—Vês estes homens?... são os unicos defensores que restão á tua senhora; se todos elles morrem, bem sabes que é impossivel que ella se salve.

Pery estremeceu. Ficou um momento pensativo; depois, sem dar tempo a que o seguissem, lançou-se entre as arvores.

D. Antonio de Mariz e sua familia, tendo ouvido os tiros dos arcabuzes, esperavão com anciedade o resultado da expedição.

Dez minutos havião decorrido na maior impaciencia, quando sentirão tocar na porta, e ouvirão a voz de Pery; Cecilia correu, e o indio ajoelhou-se a seus pés pedindo-lhe perdão.

O fidalgo, livre do pezar de perder um amigo, assumira a sua costumada severidade, como sempre que se tratava de uma falta grave.

—Commetteste uma grande imprudencia, disse elle ao indio; fizeste soffrer teus amigos; expozeste a vida daquelles que te amão; não precisas de outra punição além desta.

—Pery ia salvar-te!

—Entregando-te nas mãos do inimigo?

—Sim!