A menina, inquieta pela longa ausencia de sua prima, soube de Pery que ella estava no seu quarto; mas o indio occultou parte da verdade, e não disse onde deitára o corpo de Alvaro.

Duas vezes Cecilia viera até á porta, escutára e nada ouvira; por fim resolveu-se a bater, a fallar a Isabel, e não teve a menor resposta. Chamou Pery e contou-lhe o que se passava; o indio, tomado de um presentimento metteu o hombro á porta e abrio-a.

Quando a corrente de ar expellio a fumaça do aposento, Cecilia pôde entrar e ver a scena que descrevêmos.

A menina recuou, e respeitando esse mysterio de um amor profundo, fez um gesto a Pery e retirou-se.

O indio fechou de novo a porta e acompanhou sua senhora.

—Ella morreu feliz! disse Pery.

Cecilia fitou nelle os seus grandes olhos azues, e córou.

IX
O CASTIGO

O dia declinava rapidamente e as sombras da noite começavão a estender-se sobre o verde-negro da floresta.

D. Antonio de Mariz, apoiado ao umbral da porta, junto de sua mulher, passava o braço pela cintura de Cecilia. O sol a esconder-se illuminava com o seu reflexo esse grupo de familia, digno do quadro magestoso que lhe servia de baixo-relevo.