Esta só palavra bastava para que Pery não visse mais nada senão os olhos e os labios de sua senhora, que ião dizer-lhe o que ella desejava.

—Quero que apanhes muito algodão para mim e me tragas uma pelle bonita. Sim?

—Para que? perguntou o indio admirado.

—Do algodão fiarei um vestido; da pelle tu cobrirás os meus pés.

Pery, cada vez mais admirado, ouvia sua senhora sem comprehendê-la:

—Assim, disse a menina sorrindo, tu me deixarás acompanhar-te, os espinhos não me farão mal.

O espanto do indio tinha-o tornado immovel, mas de repente soltou um grito, e quiz precipitar-se para o rio.

A mãozinha de Cecilia apoiando-se no seu peito, reteve-o.

—Espera!

—Olha; respondeu o indio inquieto apontando o rio.