Os mais valentes entre os jovens guerreiros tocantins acompanhavam a formoza caçadora. Eram os servos do amor, que disputavam a beleza da virjem.

Os cantores saudaram de novo o hospede pelo nome que elle escolhera:

—Tu és aquelle que veiu trazido pela luz do céu. Nós te chamaremos Jurandir; para que te alegres ouvindo o nome de tua escolha.

«Tu és aquelle que veiu trazido pela luz do céu. Nós te chamaremos Jurandir; e o nome de tua escolha alegrará o ouvido dos guerreiros.»


De longe Arací viu o estrangeiro, sentado entre os anciãos, como o frondoso jacarandá no meio dos velhos troncos das aroeiras.

A virgem reconheceu logo o caçador araguaia e adivinhou que ele viera á cabana de Itaquê para disputar sua beleza aos guerreiros tocantins.

O coração de Arací encheu-se de alegria. Seus negros cabelos estremeceram de contentamento, como as penas da jaçanan quando presente o formoso inverno.

O estrangeiro não queria ser conhecido; pois deixára o cocar das plumas da arara, que era o ornato guerreiro da sua nação. Mas a imagem do jovem caçador ficára na lembrança da virgem, como fica na terra a verde folhajem, depois da lua das aguas.