«A espoza é como a cajazeira. Quando o guerreiro não acha alegria em seus braços, ella sofre que busque outra sombra, e espera que lhe volte a flôr para chamal-o de novo ao seio.

«Arací ama seu guerreiro, como Jacamim ama Itaquê. A cabana do grande chefe dos tocantins está cheia de servas; mas seu amor nunca abandonou a espoza.

«As servas deram a Itaquê muitos filhos; mas os filhos da velhice, foi só Jacamim quem os deu ao grande chefe; porque o primeiro amor do guerreiro não morre nunca.

«Elle é como a grama que nunca mais deixa a terra onde naceu: podem arrancal-a que brota sempre.

«Arací quer apagar a tristeza de tua alma; e beber o teu sorrizo de mel, para que o espozo ache mais doces seus labios, quando os provar.

«Tu serás irmã de Arací, e lhe darás um filho de Jurandir, tão valente, como os que seu amor ha de gerar no seio da espoza.»

Jandira afastou os olhos da virjem dos tocantins, para desviar della sua ira.

—Tua palavra dóe como o espinho da jussara, que tem o côco mais doce que o mel.

«As flechas de teu arco não matam mais do que os sorrizos que o amor do guerreiro derrama em teu rosto, estrela do dia.