Uma vez os guerreiros se aproximaram tanto, que Jurandir sentiu nos cabelos o sopro da respiração ofegante. Em frente erguia-se a alta estacada.

Se tentasse subir carregado como estava, os guerreiros com certeza o alcançariam a tempo de arrancar-lhe a preza.

Então arremessou pelos ares o tóro de madeira, como se fosse o tacape de um joven caçador; e seguiu após.

Sempre vencedor dos assaltos dos rivais, Jurandir percorreu a vasta campina, e foi colocar a figura da espoza no meio do carbeto dos anciãos.

Ali era o termo da correria. O guerreiro que chegava a esse ponto com a sua carga, saía triunfante da prova.

Elle mostrava como arrebataria a espoza do meio dos inimigos, e a defenderia contra seus ataques até recolhel-a em um azilo seguro.

De todos os guerreiros só Corí e Uirassú conseguiram ganhar a prova; mas nenhum com a galhardia de Jurandir.

Corí por vezes foi alcançado, e só á confuzão dos outros deveu escapar-se. Uirassú recuperou a preza já perdida, porque Pirajá, que a havia empolgado, falseou na corrida e tombou.

Os tres vencedores entraram de novo em campo para decidir entre si. O triunfo não se demorou. Jurandir o arrebatou, como o gavião arrebata a preza que disputam duas serpes.

Soaram os borés; e ao som do canto de triunfo entoado pelos nhengaçáras, os chefes e os guerreiros saudaram o vencedor dos vencedores.