«Quem está aqui é um guerreiro armado, que piza senhor a taba de seus inimigos.
«Itaquê, morubixaba dos tocantins, Ubirajara, o senhor da lança, grande chefe dos araguaias, te envia a guerra na ponta de sua seta.»
Quando o guerreiro acabou de proferir estas palavras, Itaquê levantou os olhos e viu cravada na figura do tucano, que era o simbolo da nação, a seta de Ubirajara.
Mil arcos se ergueram, mil tacapes brandiram. A voz possante de Itaquê abateu as armas de seus guerreiros.
Disse o morubixaba:
—A lei de hospitalidade é sagrada. A cólera do estranjeiro não deve perturbar a serenidade do varão tocantim.
Depois voltou-se para o inimigo:
—Ubirajara, grande chefe dos araguaias: Itaquê, o pai da poderoza nação tocantim aceita a guerra que tu lhe enviaste. Recebe em teu escudo o penhor do combate.
A corda do grande arco da nação tocantim brandiu, e a seta de Itaquê mordeu o escudo de Ubirajara.
—Vai buscar teus guerreiros e nós combateremos á frente das nações.