—Master Robur, repare n’aquelle ponto negro do horisonte!... Acolá ... perfeitamente ao norte de nós!... Não poderá ser um rochedo?

—Não, Tom, não ha terras d’aquelle lado.

—N’esse caso deve ser um navio ou pelo menos um barco.

Uncle Prudent e Phil Evans, que tinham ido para a frente, olhavam o ponto indicado por Tom Turner.

Robur pediu o seu oculo de mar, e poz-se a observar attentamente o objecto apontado.

—É um barco, disse elle, e iria affirmar que traz homens a bordo.

—Naufragos? exclamou Tom.

—Sim! naufragos, que terão sido forçados a abandonar o seu navio, continuou Robur; infelizes, que não sabem bem onde é a terra, e que morrem talvez de fome e de sêde. Pois bem! não se dirá que o Albatrós não procurou ir em auxilio d’elles!

Foi dada uma ordem ao machinista e aos seus dois ajudantes. A aeronave começou a baixar lentamente. A cem metros parou, e os seus propulsores impelliram-n’a rapidamente para o norte.

Era effectivamente um barco. A véla batia sobre o mastro. Á falta de vento não sabia andar, e decerto que a bordo ninguem tinha fôrças para pegar n’um remo.