Comtudo deu-se o seguinte: Phil Evans, procedendo com serenidade, conseguiu alargar a corda que lhe prendia os pulsos. Depois desatou a pouco e pouco o nó; os dedos escorregaram uns por sobre os outros, as mãos tomaram o seu natural desembaraço.

Esfregando-as fortemente, restabeleceu-se a circulação impedida pelos ligamentos. Um instante depois, Phil Evans tinha tirado a venda dos olhos, arrancado a mordaça da bôcca, cortado as cordas com a fina lamina do seu “bowie-knife„. Um americano que não traga sempre na algibeira o seu bowie-knife, não é americano.

Além de que, se Phil Evans conseguira poder mover-se e falar, não conseguira mais nada. Não via cousa alguma, pelo menos n’aquelle instante. A escuridão era completa. Comtudo uma certa claridade filtrava por entre uma especie de setteira aberta na parede, a uns seis ou sete pés de altura.

Houvesse o que houvesse, a verdade é que Phil Evans não hesitou um instante em libertar o seu rival. Alguns golpes de bowie-knife, bastaram para cortar os nós que lhe atavam os pés e as mãos. Immediatamente Uncle Prudent, que estava já meio enraivecido, erguendo-se sobre os joelhos, arrancou a venda e a mordaça, e depois, com voz estrangulada:

—Obrigado! disse.

—Não!... Não ha motivo para agradecimentos, respondeu o outro.

—Phil Evans?

—Uncle Prudent?

—Aqui já não ha o presidente e o secretario do Weldon-Institute; já não ha adversarios.