Nina voltou para dentro, accendeu a vela e esgueirou-se para o corredor.

Com o coração aos saltos, foi resvalando pela alcatifa do passadiço, com a precaução de quem vae para o crime.

Quando chegou a baixo já o Mario sacudia a fechadura com impaciencia, praguejando raivoso.

Ella tacteou os ferrolhos e recommendou:

—Espere um bocadinho, Mario!

—Que estupidez!

—Não faça barulho ... já vae! sussurrava ella sem que elle a ouvisse de fóra.

Emfim, a porta abriu-se. Mario esperava cosido ao humbral.

—Que idéia foi esta de deixarem a chave...

E elle interrompeu a phrase e a cólera, ao ver a prima alli. Por que seria ella e não qualquer criado, quem lhe ia abrir a porta?