—Casa-te.

—Tenho medo.

—Os homens assustam-te?

—Um pouco. São enganosos, e eu sou franca. Imagina o conflicto! Depois, a lembrança da nossa mãe faz-me odiar o casamento.

—Sê honesta.

—Quem pode saber hoje o que será amanhã?

—Tens razão. Fica solteira; serás mais feliz. Tens uma alma indomavel. Conserva-te aqui. Esta casa é tão propicia a uma vida de calma e de reflexão!

—Minha madrasta, bem sabes, vive em guerra aberta commigo. Chama-me com malicia—doutora. Todos os meus gostos são assumpto de mofa para ella, e todos os seus são para mim de aborrecimento. E ahi tens a calma d'esta casa. Fresca tranquillidade!

—Tem paciencia ou, então, dou o dito por não dito. Casa-te!

—Com quem?