Elle premeditara o seu discurso, ao lado da previdente Paquita; mas a lingua recusava-se a repetil-o inteirinho, no seu rigor de fórma decisiva.

Vinha como uma espada, cortando todos os nós. Prevalecia-se da sua autoridade de homem.

A mãe teve nojo, e num só grito explodiram-lhe todas as queixas. As faces, de vermelhas tornaram-se lividas, as mãos e os beiços tremiam-lhe; avançou:

—Vá dizer á Paquita, á sua pratica e sensata Paquita, que eu não preciso do dinheiro d'ella, ouviu? Não se demore, que ella é capaz de bater em você!

—Mamãe!

—Perversos! vir de tão longe, o meu filho, para me dizer isto. O meu filho! e eu que tinha tantas saudades!

—Mamãe, a senhora é injusta...

—Injusta é ella, que me quer separar de todos os filhos e te ensina a faltar-me ao respeito. Acham que tenho soffrido pouco?!

—Acalme-se e reconhecerá que temos razão. Paquita é um anjo.

—Um diabo do inferno!