Com voz pausada e clara, Camilla pediu que lhe dessem trabalho. Olharam-na com espanto.

—Mamãe quer mesmo fazer alguma coisa?!

—Sim, minha filha... Tudo acabou, devo começar vida nova!

—Então mande buscar as meninas e ensine-as a ler! exclamou Ruth.

Um grito irrompeu de todos os peitos. Noca saltou:

—Vou já me vestir! Credo! não sei o que parece isto da gente dar os filhos. Deixe Mario fallar, afinal aqui ninguem ha de morrer de fome... Vou buscar as creanças?! Vou, ou não vou?

—Vae, respondeu Camilla muito excitada: mas olha, não offendas a baroneza. Basta dizer ... que eu não tenho nada no mundo senão as minhas filhas!

—Bem que eu ouvi a senhora chorar toda a santa noite... Até estive quasi...

—Basta de palavriado, Noca! interrompeu Nina; e accrescentou:

—Vá descançada, eu acabarei de burrifar a roupa. E depois, para a tia: