—Verdade, verdade, seu pae tem razão...
—Eu logo vi que o sermão havia de vir empurrado por papae; disse Mario com ironia, dando o ultimo retoque á toilette. Nisso abriram a porta, elle voltou-se; era a mãe.
Noca deu uma volta pelo quarto, puxou as cobertas da cama até os travesseiros, sacudiu com a toalha o estofo da poltrona, escancarou a janella e sahiu, deixando uma ponta de ordem no desalinho do quarto.
—Eu ia subir; Noca veio chamar-me agora mesmo.
—Achei melhor fallarmos aqui. Não seremos interrompidos.
—Como quizer. Sente-se, mamãe.
Camilla sentou-se e fixou no filho um olhar magoado. Elle, pegando-lhe nas mãos, perguntou-lhe com um sorriso contrafeito:
—Então?
—Estás nos dando serios desgostos, Mario.
—Eu?