—Outra tolice.

—Mamãe, o azul é uma côr tão bonita!

—Se fosses rapaz ... se fosses rapaz ... realmente antes fosses tu o rapaz e Mario a rapariga ... resmungou Theodoro.

—Pobre do Mario ... já tardava ... disse Milla.

—Isto não é fallar mal; é a verdade.

—Não é fallar mal dizer que elle não tem aptidões, que é insignificante?

—Eu não disse tal.

—Mas deu a entender. Eu nem sei até como elle é tão bom, ouvindo tantas insinuações. Se fosse outro, sabe Deus o que teria acontecido! É porque tem mesmo muito bom coração. Os erros que commette são naturaes da edade...

—Senhora! não o defenda. Bem sabe porque é que eu digo as coisas. Não fallo atôa.

Não, ella não sabia; o que via era uma grande injustiça, pesando continuamente sobre a cabeça do filho. Que mais queriam que o pobre fizesse? Elle não nascera para os trabalhos brutos, do commercio, era um delicado. Certamente que não tinha edade para se divertir a jogar a bisca em familia; os seus dezenove annos tinham outras exigencias. Reparassem todos que era naturalissimo...