Finda a reza, a cartomante pediu á baroneza que partisse o seu baralho, de grandes cartas, e começou a operação.
—A senhora tem uma inimiga...
A baroneza fez que sim com a cabeça.
—É uma mulher má, que abusa da sua confiança...
—Da minha confiança?!
—Repito o que está nas cartas... A senhora tem a receber uma grande herança...
—Não...
—Sim... d'aqui a um anno... Mas deve mudar-se da casa em que está, antes que lhe succeda um desastre... A sua inimiga é moça, é bonita e é pertinaz; ella alcançará tudo que deseja, se a senhora não se atravesar no seu caminho... Ella finge amar seu marido, por calculo...
—Meu marido, não... meu genro! rectificou a baroneza, offendida.
—A carta... diz um cavalheiro que a interessa... cuidei que se tratasse de seu esposo. Será de seu genro...