—Pobre senhora...
—Eu adoro-a, Assumpção! adoro-a, lá, á sombra das suas mangueiras, afundada na sua cadeira de balanço, cheirando a alecrim e dizendo as coisas maternaes que sabe dizer. Mas em minha casa atrapalha-me... desarranja-me a vida... altera-me o socego. Pensa commigo: minha sogra pôde viver em companhia da Alice?
—Pôde...
—Como?!
—Pedindo-lhe para não se immiscuir em nada na direcção da casa...
—Seria bom se ella não viesse já com o proposito de supprimir a outra. Engole-a. Verás que a engole logo na primeira entrevista.
—Exaggeras...
—Estás convencido d'isto, tão bem como eu. Não a defendas, nem disfarces!
—Quem te deu essa noticia, o barão?
—Sim. Quando vocês entraram elle acabava justamente de pedir-me que lhe dispensasse um quarto em minha casa. Outra coisa: o meu quarto eu não o dou; e a não ser o meu, o unico quarto nas condições de servir-lhes é o que dei á governante... terei de a desalojar... é desagradavel isso não te parece? Será necessaria a tua intervenção. Agora levo em capricho, não quero vêr nem falar com aquella moça. Uma sacrificada á brutalidade dos outros.