[XX]
—Feliciano! diga á Sr.a D. Alice que eu desejo fallar-lhe...
—Ella está na sala de jantar, com D. Maria da Gloria...
—Bem, então não á incommode; eu vou lá.
O barão sumira-se atrás do genro, pela escada acima, e o padre Assumpção seguiu pelo corredor.
Gloria enfeitava uma cesta de flôres e fructas, dirigida pela governante. Era para o centro da mesa do almoço. Assumpção parou entre portas, ouvindo-as sem ser presentido:
«...tenha o cuidado, Gloria, de combinar as côres, de modo que umas façam resaltar as outras... por exemplo, sempre que tiver flôres escuras, como estas rôxas, ponha-as ao lado de brancas ou de amarellas... Refresque o musgo com agua todos os dias... não consinta na mesa de seu pae nenhuma falta... você já está uma mocinha... Hoje, por exemplo, offereça-se para lhe descascar uma laranja, e assim procure servil-o todos os dias... Não... essa maçã não fica bem ahi... repare que é da mesma côr do pecego... ponha-a antes aqui, entre esta camada de musgo...
Assumpção interrompeu-as:
—D. Alice...
Alice voltou-se. Estava pallida, com os olhos pizados de choro.