—Gostas de ir jantar commigo todos os sabbados?
—Se gosto! Havemos de ir ao theatro, sim, papae?
—Ainda é cedo... terás tempo...
—Eu tenho uma vontade doida de ir ao theatro!...
—Irás... irás, se fôres boasinha e docil a teus avós... teu avó queixa-se de que estudas pouco... não quero isso.
—Não gosto de estudar; não gosto e não quero.
—Não quero?! não quero! então isso é coisa que se diga?!
—É. Eu não quero mesmo! Se o papae soubesse como é aborrecido estudar! Outro dia fiquei com tanta raiva que até rasguei o livro!
—Oh!
—Que espanto! olhe, foi assim: vovô lembrou-se de me chamar, exactamente quando eu ia para a horta ajudar a Emilia a apanhar vagens...