—Emfim, certas recordações de infancia… como sabes…
—Ah! ella recorda-se da infancia?
—Ora, como queres que ella se não recorde?
—Sim, é natural—concordou Jorge, fingindo bocejar, mas com suspeitas contracções nervosas.
E estendendo subitamente a mão ao irmão, acrescentou:
—Boa noite, Mauricio. É tarde e eu tenho somno. Adeus.
E de facto Jorge deitou-se, deixando em paz os livros, mais cedo do que costumava. Se dormiu é que não sabemos.
Mauricio dormiu com certeza melhor do que elle.
Embalava-o a vaidosa persuasão de que havia impressionado Bertha. Tinha Mauricio este defeito de suppôr que eram promptas e profundas as impressões que produzia no animo das mulheres. Defeito este vulgar, e que ainda não é dos que dão de si mais serias consequencias.