—Como disseste que se chama? Bertha?
—Sim.
O padre cantarolou:
Bertha, Bertha, meus amores,
Bertha do meu coração.
És a rainha das flores,
Trai lari lari larão.
E, cantando, trepava o muro de um pomar para colher laranjas que de lá o estavam seduzindo.
—Deixa lá as laranjas; anda d'ahi—dizia o mano doutor, que seguia á frente do rancho.
—A casa do cidadão é inviolavel—acrescentou Mauricio.
—Sim, senhor—tornou o padre, já a cavallo no muro—mas se me faz favor, nem isto é casa, nem um homem que móra na aldeia é cidadão.
E sahiu outra vez do muro com a sua colheita, e pôz-se a caminho, comendo as laranjas que roubára.
—Então dá cá uma—disse o doutor, voltando-se para traz.