E horas depois voltavam a casa os dois irmãos.
A lua declinava já no arco esplendido que descrevia no céo.
XV
Em uma das seguintes madrugadas foi Jorge sobresaltadamente acordado pelo velho jardineiro, que depois das ultimas reformas estava empregado no serviço interno da casa. O homem tinha uns ares de espantado, como se viera a communicar a noticia de um incendio.
—Que temos?—perguntou Jorge, sentando-se inquieto no leito.
—É que não tarda ahi a snr.ª baroneza. Já estão lá em baixo umas bagagens e uns criados, e… não está nada preparado.
—Cuidei que era outra coisa. E o que querias tu que estivesse preparado?
—Ora pois então? Sempre é uma pessoa… Lá o padre já deu ordem para se ir pedir a baixella aos…
—Não se pede coisa alguma. Ahi principia o frei Januario a fazer das suas. Dize-lhe que deixe tudo ao meu cuidado. Que se não estafe, nem afflija, que não é necessario.
—Mas… olhe lá, snr. Jorge! O fidalgo mesmo não ha de gostar…