—De quem?
—De meu pae.
—De teu pae?! Para nós?!
—É verdade. Estou incumbido de vos convidar a todos tres para jantar ámanhã.
O padre deu uma volta na cama, ao ouvir este convite e fitando Mauricio com olhos espantados, ainda que mal abertos, exclamou com voz rouca de somno:
—O tio Luiz dá ámanhã um jantar?!
—Sim, senhor. Em obsequio á Gabriella, a baronezinha de Souto-Real, que lá está desde hontem de manhã.
—Ora essa!—acrescentou o padre, e tornou a voltar-se para a parede.
—Bravo!—applaudiu o doutor—isso já me cheira melhor do que a tal historia do Jorge feito guarda-livros. Aquelle Jorge com'assim ha de ser sempre d'essas ratices. E dize-me cá: que tal está agora a Gabriella?
—Não me pareceu mal; ainda que, para te fallar a verdade, não lhe dei muita attenção.