—Tudo parte. É uma emigração completa.
—E a Casa Mourisca?…
—Fechada, ao que parece, até… acabar o interdicto.
—Mas isso não póde ser!
—Mas é, e eu vou já dar ordens precisas para a mudança.
—E eu vou fallar com meu pae—exclamou Jorge, erguendo-se.
A baroneza reteve-o.
—Não vás. É inutil e perigoso. Deixa que os factos succedam naturalmente. Eu já estou convencida de que esse é o melhor expediente. É preciso que teu pae desafogue a paixão que lá tem dentro. Entende que deve sahir d'aqui, deixemol-o sahir. Estas exterioridades acalmam-n'o. Depois lhe apparecerás.
—Então agora recusa vêr-me?
—Recusa. O que não tira que não possas estar muito á tua vontade na minha casa dos Bacellos. Ha lá um pavilhão na quinta, ao talhar para um refugiado como tu.