—Agora feche a porta, frei Januario—ordenou D. Luiz.
O padre tomou com ambas as mãos a enorme chave do portão, e fêl-a girar na fechadura.
Este movimento produziu um som agudo, similhante ao gemido de uma ave, o qual resoou tristemente pelo interior d'aquella casa deserta.
O padre tirou a chave, que juntou ao mólho que trazia, deu um encontrão á porta, para verificar se ella estaria bem fechada, e depois olhou para D. Luiz.
—Vamos—disse este.
O padre ia pôr-se a caminho, mas parou vendo o fidalgo seguir a direcção opposta á da quinta dos Bacellos.
—V. exc.ª por onde vae?
—Por aqui—respondeu sêcamente o fidalgo, continuando a andar.
—Mas… v. exc.ª está enganado. Esse não é o caminho.
—Bem sei.