—Ó Thomé, e que dirias tu, se um dia a tua filha morasse n'aquella casa?
E, ao dizer isto, designava com a cabeça a Casa Mourisca.
Thomé olhou para a mulher, como se aquellas palavras lhe fizessem duvidar da firmeza do juizo d'ella.
—Que queres tu dizer com isso?
—Ora! isto de rapazes e raparigas… quando se vêem a miudo…
Thomé córou, exclamando com mau modo:
—Tu estás doida, Luiza?
—Ora adeus! Quem sabe lá?
—Ó mulher, não queiras que eu perca a confiança que sempre tive no teu bom juizo.
—Eu não digo… mas emfim…