—Embora; mas seriam criminosos todos os projectos de felicidade, que se baseassem em um facto tão funesto como esse a que allude. Em taes fundamentos não serei eu quem os edifique.

—Mas, se bem me recordo, o primo Jorge disse-me ha dias que não se julgava com direito de sacrificar outra felicidade que não fosse a sua.

—É verdade. Mas não sou eu só que tenho coragem.

—Ah! Ella tambem?! Visto isso concertaram ambos esse plano? É generoso, não ha duvida. Eu cada vez adoro mais a provincia, onde se dão umas raras plantas, em cuja existencia quasi não acreditava. Agora já comprehendo a opposição que encontra em ti o meu projecto. Depois da vossa heroica resolução, é claro que devia contrariar-te a presença de Bertha n'esta casa.

—Confesso que sim.

—Concebe-se. Pois é pena, porque me agrada o projecto, e assim tem de ficar só o tio Luiz.

—Mas não parta.

—Alto lá. Por muito estranhos que me pareçam os teus planos, viste que não lhes oppuz obstaculos. Reclamo a mesma condescendencia para com os meus.

—Porém meu pae?…

—Não sei o que lhe faça, primo. Pensa n'isso a vêr se até á hora da partida me lembras alguma solução. Eu não acho.