Mauricio dirigiu o cavallo para o lado do de Bertha, que cavalgava assim entre o fidalgo e o pae.
—Que saudades me estão fazendo estes sitios!—dizia Bertha, suspirando e emquanto corria a vista pelo horisonte, que a rodeava.—Tudo me é tão conhecido ainda!
—Lembra-se d'aquelles freixos, lá em baixo, ao descer para os Palheiros
Queimados?—perguntou Mauricio, apontando para o logar que designava.
—Bem sei. É onde está a fonte da Moira.
—E aonde nós um dia fomos com a Anna do Védor colher agriões. Está certa?
—É verdade. E por signal que nos sahiu da quinta do Emigrado um cão grande que lá havia, e que se atirou a mim com uma furia!
—E não se lembra de quem lhe acudiu?
—Sim, foi o snr. Mauricio, mas tambem lhe valeu a Anna do Védor, que se não fosse ella, vamos, não sei o que seria.
—Ainda assim não impediu que o endiabrado me mordesse no pulso; ainda conservo a cicatriz. Olhe.
E Mauricio mostrou o pulso a Bertha, que se curvou para observar o vestigio d'aquelle episodio de infancia.