Os caixeiros, que com a entrada de Carlos haviam escondido, um o romance, outro o modelo epistolar, sorriram entre-olhando-se.
—E você como tem passado por aqui sem mim, minha flor?—perguntou Carlos, mexendo-lhe nos papeis—Cada vez mais bonito, cada vez mais contente.
—Adeus, adeus. Não bula ahi, homem! Que é o que quer? que é o que quer?
—Lumes. Não ha lumes n'esta casa? que diabo!…
—Eu logo vi. Não pensa senão em fumar. Espere lá, espere lá. Não me desarranje isso. Eu dou-lhe lumes, eu dou. Ora ahi tem. E deixe-me.
Carlos accendeu um charuto e offereceu outro a cada um dos caixeiros, que os afagaram com olhares ávidos, mas sem se atreverem a aceital-os.
—Fumem—insistia Carlos.
Manoel Quentino levantou os olhos e fixou-os nos dois rapazes.
Sob a influencia d'aquelle olhar, hesitaram ainda.
Carlos obrigou-os porém a aceitar, offereceu-lhes lume para accenderem, e emquanto o faziam, voltou-se para Manoel Quentino, e vendo a cara de contrariado com que ficava, aproximou-se d'elle: