O velho estava immovel e com as feições transtornadas, como se fora cadaver já.
Carlos segurou-lhe o braço, que sacudiu com violencia.
—Manoel Quentino! Manoel Quentino—bradava elle.
Respondeu-lhe um som rouco e inarticulado.
Carlos chamou-o mais alto outra vez.
Áquella voz conhecida, Manoel Quentino abriu lentamente os olhos e fixou em Carlos a vista esgazeada.
—Que é isto, Manoel Quentino? Que faz aqui? Que tem? Diga: que lhe succedeu?
Depois de alguns esforços, o velho conseguiu exprimir uma resposta desordenada.
—Eu… eu vinha… não sei o que senti em mim… Quando me disseram da… doença de Cecilia… quiz correr… e… e faltou-me a vista… e… Eu já não estava bom… O frio… julgo que foi o frio… Por mais que quiz ver se me movia… Agora mesmo.
—Socegue. Sua filha está boa e só com muito cuidado pela sua demora.
Veja se póde erguer-se.