Pensava já em o levar na garupa, quando passou na estrada uma sege de aluguer, que voltava para a cidade. O boleeiro deixava ir os cavallos a passo e assobiava; uma especie de jockei dormia ao lado d'elle; Carlos conheceu o boleeiro.

—Ó Gonçalo.

—Quem me chama?

—Vae vasio o carro?

O boleeiro reconheceu Carlos.

—Ah! é v. s.ª? Vae vasio, vae, sim senhor, meu patrão.

—Então ajuda-me a transportar para lá este sujeito, que está doente, e leva-nos a toda a brida para a rua de…

O boleeiro correu a prestar o auxilio pedido.

—E tu—acrescentou Carlos, para o improvisado jockei—monta n'esse cavallo, e leva-m'o a casa. Avia-te!

Carlos era obedecido como um dos freguezes de mais prompto e generoso pagamento que havia na cidade.