Dove non ride amore
Giorno non v'ha sereno…
—Deixem Carlos; um juramento, feito a horas mortas, tendo por testimunhas as estrellas, e uns olhos, mais brilhantes ainda, é sagrado.
—Nada posso dizer, porque nada sei—acudiu Carlos, despeitado pela interpretação que deram ás suas primeiras palavras.
—E nada sabes, porque nada viste? Meu caro, a tua discrição vae sendo de mau gosto—disse o do sofá, executando um movimento, em virtude do qual lhe subiram as pernas cincoenta centimetros e lhe desceu outro tanto a cabeça.
—Eureka! Eureka!—bradou um que se aproximára da mesa—uma prova irrecusavel do crime!… O instrumento do delicto! Uma carta!…
A estas palavras Carlos estremeceu. O da descoberta empunhava com gesto triumphante a carta escripta momentos antes a Cecilia.
—Uma carta! E de que especie?—perguntava o côro.
—Ora! papier rose e odeur enivrant—respondeu o outro, aproximando-a do nariz, com gesto expressivo.
Carlos teve vontade de atirar pela janella fóra aquelle seu amigo, que proseguiu:
—E o sobrescripto diz…