—Deixe-me agradecer-lhe, senhor, uma acção generosa, nobre, digna de si, e que me fez sentir, mais do que nunca, o orgulho de ser sua filha.
—Ora essa, Jenny. E foi para isso que vieste?—perguntou Mr. Richard, sorrindo e já sem o menor vestigio de rugas na fronte, momentos antes contrahida.
—E para mais alguma cousa—respondeu Jenny, com a respeitosa familiaridade de filha, a quem diz a consciencia que nada lhe será recusado.
—Então falla.
—Sabe tudo, não é verdade?
—Sei; infelizmente sei.
—E que tenciona fazer? E perdôe-me o querer assim penetrar as suas resoluções; mas tantas vezes voluntariamente m'as confia, que me animo…
—Fazes bem, Jenny, fazes bem—atalhou Mr. Richard, affectuosamente—Eu não me esqueço de que és uma boa conselheira.
—Bem; então d'esta vez?…
—Já reflecti; e tomei algumas providencias. Carlos partirá para Londres no vapor que…