N'isto ouviu-se Cecilia fechar a porta do quarto.
—Silencio;—disse Jenny—Cecilia vem ahi. Vamos sair juntas. Não lhe diga nada, emquanto não fallar commigo. É para bem d'ella. Ámanhã pela manhã procure-me. Sabe onde moro?
—Sei, sim, minha senhora.
—Então não falte. Vocemecê é uma mulher de juizo, e por isso quero fallar-lhe. E não diga a Cecilia!
—Esteja descansada—disse Antonia, a quem as ultimas palavras de Jenny tinham em extremo lisongeado e ganho de coração para a causa d'ella.
Cecilia chegou á sala.
Dentro em pouco, ambas aquellas duas mulheres de belleza incontestavel, ainda que de tão diversa indole, partiam no elegante carro, conversando e rindo, com a despreoccupação da juventude.
Jenny tinha com anticipacão dado as ordens para o passeio.
Seguiram pela estrada da Foz. Passaram quasi toda a manhã á beira-mar. Jenny parecia outra. A sua seriedade ingleza cedera o logar a uma vivacidade de conversação e a um contentamento, quasi de creança.
Tudo lhe era motivo para alegria, que pouco a pouco se communicou a
Cecilia tambem.