Perto das tres horas, os grupos que estavam ainda na Praça, viram sair do portal do escriptorio a familia Whitestone, Cecilia e Manoel Quentino, e todos tomarem logar no carro. Momentos depois este, guiado por Carlos, atravessava por entre esses grupos, e seguia toda a extensão da rua, deixando atraz de si uma esteira de commentarios.
Manoel Quentino ia enleiado; Cecilia, pensativa; Jenny, contente.
XXXVIII
JUSTIFICAÇÃO DE CARLOS
No dia seguinte pela manhã, era a snr.ª Antonia introduzida com muita deferencia no quarto de Jenny. A criada de Manoel Quentino estava penhorada com tantas attenções, e era já, de corpo e alma, creatura da inglezinha, como ella chamava a Jenny Whitestone.
Jenny fel-a sentar junto de si e pediu-lhe que lhe dissesse quanto sabia da tal senhora, a quem alludira na vespera.
Antonia com muitas digressões, a que era inclinada, contou como n'aquella manhã, passando por a rua de Santa Catharina, vira estar o snr. Paulo, segundo caixeiro do escriptorio de Mr. Richard, fallando, da rua para a janella, com uma senhora, que lhe sorria com affecto. Antonia, obedecendo a natural curiosidade, affirmou-se na tal senhora e reconheceu-a a mesma que procurára Carlos e saíra com elle n'aquella manhã, em que Antonia viera colher informações da snr.ª Josefinha da Agua-benta.
—Era ella sem tirar nem pôr. Emquanto a mim, alguma comediante do theatro, porque dizem… mas perdôe-me a senhora o eu estar com isto.
Jenny fingiu não attender á opinião de Antonia e perguntou:
—E diz então que mora?