—Mas…

—Com franqueza, Cecilia. Falta-nos o tempo para rodeios. Acreditas ou não na affeição de Carlos?

—Não.

—Que não tão desenganado!—tornou Jenny, sorrindo—Ha de custar-me a perdoar-t'o. Não sei se sabes que tomei sobre mim o justificar meu irmão. Já tenho alcançado muitas victorias. Meu pae confessou-se já hontem injusto para com elle. A tua criada Antonia está meia abalada tambem.

—Antonia?!

—É verdade. Eu suspeitei que meu irmão tinha n'ella um inimigo, e parece-me ha ver acertado. E senão dize-me: não foi Antonia quem te contou a historia de certa visita, que Carlos recebeu?

Cecilia desviou os olhos, ao ouvir a referencia ao delicto, que com tão amargas censuras lhe fora de facto contado pela criada.

—Bem vejo que me não enganei—continuou Jenny.—Pois até Antonia se dará por vencida a final. Emquanto á tal visita… dir-te-hei de passagem que tudo está satisfactoriamente explicado.

—Como?—perguntou Cecilia com vivacidade.

—É segredo que meu irmão te poderá revelar, quando… entre ti e elle não devam existir segredos.