Carlos insistiu:

—Olhe que lhe fallo serio. É uma companhia de capitalistas inglezes, que se vae metter n'isso. Meu pae está encarregado do trabalho da instituição. É porisso que eu…

—Mas que é a final?—perguntou o sujeito com curiosidade.

—Demais espera-se que o governo conceda um subsidio…

O homem teve vontade de perguntar quem era o governo, mas resistiu á tentação d'esta vez.

—Mas qual é o fim?—perguntou em vez d'isso.

—E o commercio do Porto vae resentir-se vantajosamente d'este commettimento—continuava Carlos, devéras embaraçado em organisar a tal companhia.

—Mas o fim da empreza? … o fim?—bradava já o outro.

—O fim? Um grande fim… uma nova via de trafego commercial entre a cidade alta e a baixa.

—Como? Alguma rua…