Todos se voltam, admirados da generosidade.
FRANCISCO
Não é preciso; levo antes esta (mostra um marmeleiro ferrado) é mais certeira... Bem hajas!
Dão as boas noites. Sai êle e o médico. Uma lufada d'ar entra, quando se abre a porta, apagando a luz.—«Fechem a porta!» ouve-se dizer no escuro. A porta fecha-se com mão misteriosa... Tinha sido o vento. TÓNIO, dentro, ás apalpadelas, procura a candeia,[{159}] que acende ao fogo duma acha, no lume da lareira, soprando-lhe para a atiçar. A scena é lugubre. MARIA JOANA é uma rodilha, a um canto, a soluçar.
TÓNIO
Vá, rapariga! Cobra ânimo! Estas um engrimanço, uma dama...
MARIA JOANA parece reanimar-se. Limpa as lágrimas ás pontas do lenço da cabeça. Vai ao vasal, tira uma tijela, e enche-a de água. MANOEL nem palavra: fuma.
TÓNIO
Para onde vai isso?
MARIA JOANA