MARIA CELESTE

Não há sacrifícios inuteis nêste mundo, meu amigo... Demais, tu fôste para mim o[{33}] que tinhas de ser... Não és culpado do meu infortúnio. Estou satisfeita, crê,—recompensada. (Tentando convencê-lo): Tu não fizeste mais do que aproveitar uma mulher que se te oferecia...

CARLOS, enternecido, toma-lhe as mãos, que beija:

És uma santa! (Com uma infinita saùdade a transparecer-lhe na voz) E lembrar-me que amanhã tenho de deixar-te!...

MARIA CELESTE

Paciência...

CARLOS

... que nunca mais tornarei a ver-te! que nunca mais porei aqui os pés em tua casa!

MARIA CELESTE

Nunca.