A reclame já não bastava; o rival a empregava tambem. Se elle tivesse um homem notavel, um grande literato, que escrevesse um artigo sobre elle e a sua obra, a victoria estava certa. Era difficil encontrar. Esses nossos literatos eram tão tolos e viviam tão absorvidos em cousas francezas... Pensou num jornal, «O Violão», em que elle desafiasse o rival e o esmagasse numa polemica.

Era isso que precisava obter e a esperança estava em Quaresma, actualmente recolhido ao Hospicio, mas felizmente em via de cura. A sua alegria foi justamente grande quando soube que o amigo estava melhor.

—Não pude ir hoje, disse elle, mas irei domingo. Está mais gordo?

—Pouca cousa, disse a moça.

—Conversou bem, accrescentou Coleoni. Até ficou contente quando soube que Olga ia casar-se.

—Vai casar-se, D. Olga? Parabens.

—Obrigada, fez ella.

—Quando é Olga? perguntou D. Adelaide.

—Lá para o fim do anno... Tem tempo...

E logo choveram perguntas sobre o noivo e afloraram as considerações sobre o casamento.