Margarida

Não! Não! Diga que foi a sêde e fome
De usufruir, e após, pensar que o nome
Humilhava, e jámais lhe serviria
P'ra linda sugestão que me incutia;
Diga: foi o que muita gente faz,
Captivando, prendendo em fórma audaz
O debil ser, a fragil creatura,
Que ora subjugada ante a noite escura
Do vosso infame e vil, e vil narcotico,
Obedece depois ao espasmodico
Furôr de saciar as intenções
Com que se roubam fracos corações.
Não é isto?

Fernando

(Perturbado)

Mas...

Margarida

(Levantando-se)

Mas... senhor Fernando
Queira explicar-me agora quando, quando
Foi por si concebida a qualidade
Virtuosa, por entre a sociedade?!

Fernando

(Succumbido)