(Levantando-se)
Levarás esta carta ao outro andar,
Mas não te deves nada demorar
Porque inda outro negocio bem urgente
Teremos que cumprir, presentemente.
(Entregando a carta á creada, que sáe)
Vae...
SCENA QUARTA
Margarida (só)
Ora pois... sou livre por minutos
Dos élos deshonestos e corruptos!
Mas não tão livre, não tão livre ainda,
Que Henrique não levasse á D. Arminda
O fructo do transvio de seu marido.
Coitado! Mas que triste arrependido!
(Rindo)
E talvez concebesse que o seu filho,
De futuro, me sirva d'impecilho.
Ná, ná! Quem se desliga a compromissos,
Não o faz com intuitos só postiços.
Pois que!? Foge da vida deshonesta,
E deixa aqui o pomo de tal festa?!
Ná! que o leve; que o leve para o lar,
Onde a contricção vae representar.
E depois, almas vis, más e preversas,
Pódem ás vezes ser nobres e adversas
Ao crime.
(Entrando rapidamente na alcova e voltando á scena com uma creança de seis mezes)