SCENA VI.

Mercurio e Sósea.

MERCURIO.

Mil vezes comigo vejo,
Para que meu Pae se affoute;
Pois em tão pequeno ensejo
Lhe mandei talhar a noute
Á medida do desejo.
E pois que como possante,
A mi tudo se reporta,
Chego agora neste instante
A estorvar qu'este bargante
Me não chegue a esta porta.

SOSEA.

No sé que miedo, ó locura,
Neste pecho se me cria:
Por Dios que se me afigura,
Que ha mucho que es noche escura,
Sin que venga el claro dia.
Mas sabed, que pienso yo
Que el sol que no se acordó
De con el dia venir,
Que á noche cuando cenó
Algun buen vino bebió,
Que le hace tanto dormir.

MERCURIO.

Ja sentes comprida a noute,
Qu'eu assi mandei fazer?
Pois mais te quero dizer,
Que sentirás muito açoute, [{332}]
Se cá quizeres vir ter.
Porém, pois este bargante
Tẽe medroso coração,
Quero-me fingir ladrão,
Ou phantasma, e por diante
Não irá, se vem á mão.
E com tudo se passar,
A falla quero mudar
Na sua de tal feição,
Que couces, e porfiar,
Lhe fação hoje assentar
Que sou Sósea, e elle não.

Falla Castelhano.

No veo pasar ninguno,
En quien yo me pueda hartar.