Dentro na vossa alma, digo,
Lá andasse, e lá morresse!
E se isto mal vos parece,
Dae-me a morte por castigo. [{422}]
SOLINA.
Ah mao! Como sois malvado!
DURIANO.
Mas vós como sois malvada,
Que de hum pouco mais de nada
Fazeis hum homem armado,
Como quem 'stá sempre armada!
Dizei-me, Solina, mana.
SOLINA.
Qu'he isso? Tirae lá a mão:
Oh! vós sois mao cortezão.
DURIANO.
O que vos quero m'engana,
Mas o que desejo não.
Não ha aqui senão paredes,
As quaes não fallão, nem vem.
SOLINA.