MARTIM.
Bem varrido de vergonha que me tu pareces. Dize: Cujo filho es? He para ver com que disparate respondes.
MOÇO.
A fallar verdade, parece-me a mi, que eu sou filho de hum meu tio.
MARTIM.
Vem cá. De teu tio! E isso como?
MOÇO.
Como? Isto, Senhor, he adivinhação, que vossas mercês não entendem. Meu pae era Clerigo, e os Clerigos sempre chamão aos filhos sobrinhos; e daqui me ficou a mi ser filho de meu tio.
MARTIM.
Ora te digo que es gracioso. Senhor, donde houvestes este?