(Hum coxim abastará,
Que assi não descansará
O repouso de quem ama.)

REI.

Vamos, filho, para dentro,
Em quanto a cama se faz:
Repousae como capaz;
Que a mi me dá cá no centro
A pena que assi vos traz.

Vão-se, e vem huma moça a fazer a cama e diz:

MOÇA.

Mimos de grandes Senhores,
E suas extremidades,
Me hão de matar de amores,
Porque de meros dulçores
Adoecem.
Então logo lhes parecem
Aos outros, que são mamados;
E os que são mais privados, [{271}]
Sôbre elles estremecem.
Certo (e assi Deos me ajude!)
Que são muito graciosos,
Porque de meros viçosos,
Não podem com a saude.
Mas deixallos,
Porque elles darão nos vallos,
Donde mais não se erguerão,
Inda que lhe dem a mão
Os seus privados vassallos.

Entra hum Porteiro da Cana, e bate primeiro e diz:

PORTEIRO.

Traz, traz.

MOÇA.