Luiz Alves naturalmente admirou-se de o ver alli áquella hora; mas Estevão explicou-lhe tudo.
—Venho passar meia hora comtigo, ou a noite toda se quizeres. Estava em casa aborrecido, a pensar... bem sabes em que...
—Nella? interrompeu Luiz Alves.
—Agora e sempre.
Luiz Alves torceu o bigode, e olhou tres ou quatro vezes para o collega, em quanto este tirava o chapeu e dispunha-se a ir buscar uma cadeira para sentar-se ao pé do outro.
—Estevão, disse Luiz Alves depois de algums instantes de reflexão, e voltando a poltrona para dentro, ouve-me primeiro e resolverás depois se ficas a noite ou se te vás embora immediatamente. Talvez escolhas este ultimo alvitre.
—Vás falar-me de Guiomar?
—Justamente.
Estevão sentou-se defronte de Luiz Alves. Seu coração batia appressado; dissera-se que toda a sua vida pendia dos labios do amigo. Houve um instante de silencio.
—Nenhuma.... nenhuma esperança então? murmurou Estevão.